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segunda-feira, 19 de julho de 2010
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Novozymes e Dedini fecham acordo para produção de etanol celulósico
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Na última semana a dinamarquesa Novozymes, líder na produção de enzimas industriais no mundo, informou que entrou em um acordo com a brasileira Dedini para desenvolver biocombustível à base do bagaço e da palha da cana.
O etanol celulósico, ou de segunda geração, é produzido a partir de lascas de madeira, grama ou partes não-comestíveis de produtos agrícolas o que pode resolver problemas associados à produção de combustível a partir de safras de alimentos.
"Considerando a demanda por etanol no Brasil e o volume de bagaço disponível, há uma oportunidade considerável para um crescimento maior neste mercado", disse o diretor-executivo da Novozymes, Steen Riisgaard em um comunicado enviado por e-mail. "O objetivo dessa parceria é desenvolver um processo utilizando hidrólises enzimáticas dos resíduos da cana-de-açúcar", acrescentou a companhia.
O Brasil é o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo, moendo mais de 600 milhões de toneladas por ano. O país produz aproximadamente 27 bilhões de litros de etanol pelo processo tradicional, disse a Novozymes.
Em fevereiro, a Novozymes lançou comercialmente a primeira enzima para a produção de combustíveis de segunda geração.
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