As unidades produtoras da Região Centro-Sul moeram na segunda quinzena de julho 41,62 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, um crescimento de 4,90% em relação à quinzena anterior, quando foram processadas 39,68 milhões de toneladas. Desde o início da safra a moagem totalizou 215,38 milhões de toneladas. Para o Diretor Técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Antonio de Padua Rodrigues, a evolução da moagem e da produção na região Centro-Sul está dentro do esperado, e aconteceu devido ao clima seco dos últimos meses. Entretanto, o crescimento observado até aqui vem sendo acompanhado por um avanço na demanda mundial por açúcar e na demanda doméstica por etanol, principalmente devido à expansão da frota flex, que em junho atingiu 10,55 milhões de veículos, acrescentou o executivo. De acordo com Rodrigues, as condições climáticas que este ano estão favorecendo o ritmo da moagem também podem antecipar o fim da safra e atrapalhar a produtividade agrícola do canavial na próxima safra. Durante o mês de junho, as vendas de etanol pelas unidades produtoras do Centro-Sul totalizaram 2,21 bilhões de litros, sendo 597,22 milhões de litros de etanol anidro e 1,61 bilhão de hidratado. O mercado externo recebeu 256,50 milhões de litros do combustível, já para o mercado doméstico foram destinados 1,95 bilhão. O mercado de açúcar, por sua vez, tem apresentado intensa demanda internacional pelo produto brasileiro. Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior-SECEX e compilados pela UNICA mostram que as exportações de açúcar em junho totalizaram 2,50 milhões de toneladas, valor muito próximo do recorde de exportação mensal de 2,55 milhões, registrado em setembro de 2009. No acumulado desde o início da safra, o volume exportado de açúcar alcançou 5,98 milhões de toneladas, crescimento 5,25% comparado com o mesmo período do ano anterior. Esse crescimento em termos de volume, aliado ao maior preço do produto exportado, propiciou um aumento de 54,43% no montante de divisas geradas com as exportações de açúcar na comparação da safra atual com a anterior. "A nossa expectativa, baseada nos navios nomeados para carregamento, é de que o volume de açúcar a ser exportado em julho alcance cifra recorde. Vários países estão recompondo seus estoques e o Brasil se configura como o único player com potencial para exportar volumes significativos de açúcar, fato que explica a grande movimentação observada nos principais portos brasileiros," explica Rodrigues.
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