A Uniduto deve entregar nessa sexta-feira (30), na Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) do projeto para a construção do alcoolduto que ligará o interior de São Paulo ao Porto de Santos.
A empresa acredita que a Secretaria de Meio Ambiente entregue a licença nos próximos seis meses. . "A produção do EIA/RIMA foi trabalhosa e contou com o esforço de mais de 100 pessoas para detalhar e estudar todos os biomas por onde o duto vai passar", disse o prsidente da empresa, Van Klaveren.
Agora, a expectativa é de que logo após a concessão da licença prévia, a Secretaria de Meio Ambiente também emita a licença de implantação, que permitirá o início das obras. Segundo o executivo, as obras devem ter início no segundo trimestre de 2011. A Uniduto é uma empresa criada por um consórcio de produtores de álcool para construir um alcoolduto ligando o interior de São Paulo ao litoral. Hoje a Uniduto tem como acionistas doze grandes grupos do setor sucroalcooleiro. Estes grupos possuem cerca de 90 usinas, que são responsáveis por um terço da produção brasileira de etanol. Os principais são Cosan, Copersucar e Crystalsev, cada um com participação de 26,17%.
O presidente afirma que o estudo detalhado dos biomas permitiu que o custo de todo o projeto também fosse melhor avaliado. Segundo ele, na primeira etapa do projeto foram investidos R$ 50 milhões, no entanto o projeto deverá consumir investimentos de R$ 2,9 bilhões ante uma expectativa inicial em torno de R$ 2 bilhões. A planta prevê um alcoolduto de 600 quilômetros ligando Sertãozinho (SP) até o Porto de Santos. A previsão é de que o duto, com capacidade de transportar 17,5 bilhões de litros de etanol por ano, entre em operação em 2012.
O duto passará por 47 municípios e terá quatro bases de coleta, em Botucatu, Anhembi, Serrana e Santa Bárbara D´Oeste. O desembarque será em Paulínia, Caieiras e Guarujá, onde será construído um porto offshore a seis quilômetros da costa. Do total a ser investido, 70% serão captados no mercado financeiro, como dívida, e 30% virão de ações, com recursos aportados tanto pelos acionistas como também por um investidor estratégico. A empresa também vai apresentar o projeto para captação de recursos no Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).