A China e os Estados Unidos ficaram nos primeiros lugares como maiores emissores de gases de efeito estufa (GEE), é o que aponta dados recentes da United Nations Framework Convention on Climate Change (UNFCCC). Juntos os dois países emitem 41,7% do gás carbônico (CO2) e mais 37%,46% dos demais gases que compõem o total dessas emissões.
Em termos globais, o segmento dos transportes é responsável por 13% da emissão de todos os gases de efeito estufa na atmosfera e 25% da emissão somente de um deles, o CO2.
Seguindo uma ótica de oportunidades e do status propício para o agronegócio brasileiro, pesquisa recente da Food and Agriculture Organization (FAO) mostrou que o Brasil apresenta a maior área a ser utilizada para expansão do setor agrícola, seguido dos Estados Unidos e da Rússia. Lembrando que a China e a Índia não possuem mais área que possa ser utilizada para expansão de seu agronegócio.
O Brasil continua sendo o maior produtor mundial de açúcar, café e suco de laranja, e o segundo produtor mundial de etanol, soja e carne. Isso tudo respeitando o Código Florestal de 1965, objeto de recente reforma e discussões durante todo o seu processo legislativo.
Agora, a preocupação dos países desenvolvidos é fixar metas voluntárias para redução e alterar as matrizes energéticas poluentes (como o petróleo) para meios menos poluentes (como os biocombustíveis), e saber como fazer essa transição sem afetar seu atual estágio de desenvolvimento e com o menor impacto para suas economias.
Hoje, o mundo depende do petróleo extraído de aproximadamente 20 países. No caso do etanol da cana-de-açúcar, por exemplo, mais de 100 países estão aptos a produzi-lo, fornecendo combustível mais limpo para todos os demais, sem contar ainda com um fator importantíssimo, que é o desenvolvimento de áreas subdesenvolvidas, a exemplo de dezenas de países africanos e outros tantos países situados na América Central.
No começo deste ano a Universidade de Harvard publicou dois estudos que mostravam as vantagens da implantação da cana-de-açúcar em países subdesenvolvidos como forma de dar um upgrade econômico e social nessas regiões pobres. Além disso, propôs a adoção de uma maior mistura de etanol à gasolina americana (que nos Estados Unidos é de 5% - no Brasil chega a 25%).
O Brasil conseguiu implantar um sistema eficiente de substituição (e/ou mistura) da gasolina por um combustível menos poluente. Se a gasolina fosse substituída por 5% de etanol no mundo, o Brasil teria que aumentar sua produção de 28 milhões de litros em 2010 para 102 bilhões de litros até 2020.
Outro mercado importante é a União Europeia que, seguindo a orientação estabelecida em 2007, ao pretender substituir 5,6% de sua frota por veículos flex-fuel, precisará de aproximadamente 18 bilhões de litros nos próximos anos.
O Brasil, portanto, há de estar preparado para essas oportunidades que se avizinham num horizonte já não muito distante.